Os
últimos meses desvendaram a maior pandemia da história recente. Com origem em
circunstâncias obscuras em Wuhan, capital da província da China central, o flagelo
foi causado pelo vírus denominado “COVID 19”. Uma vez transmitido e instalado
no corpo humano, o vírus se alastra e promove a “asfixiação” da capacidade
respiratória, de dentro para fora. Desde o final de 2019, o vírus já causou a
destruição de milhares de vidas humanas, o colapso dos sistemas de saúde e
econômico de algumas nações, além de terremoto nos sistemas político e social
de outras tantas.
A
partir de então, restou evidenciada uma crescente e perigosa intervenção
estatal na vida, nas liberdades individuais e na propriedade privada, sempre a
pretexto da preservação da saúde e da segurança coletiva, e com base nas estatísticas
(ou numerologia, sabe-se lá). E os eventos mundiais estão deixando as aventuras
de “Forrest Gump” no chinelo.
Confisco
de bens privados na França, EUA e Brasil. A China inaugurando oficialmente o
maior Big Brother do Universo (calma,
somente os burocratas chineses têm acesso ao pay per view). O Poder Judiciário argentino proibiu as demissões e,
consequentemente, o desemprego (merece prêmio nobel de economia 2021?). Os EUA
praticando “pirataria moderna” ao desviar cargas privadas destinadas à
contenção da pandemia em outros países. Políticos (que nada produzem) tabelando
o valor e o preço dos produtos e serviços de quem produz (indivíduos). Tudo
isso em prol da “coletividade”.
Inspirados
nos Governos americano e argentino, resta apenas os piratas da Somália
reivindicarem a legalização global, via OMS, de seu nobre ofício de pirataria
em prol da “saúde pública dos irmãos Somalis“, ou os burocratas determinarem a
extinção do vírus, via Decreto.
A propósito, já que estamos tratando da luta de quem pouco ou nada produz
(Estado, burocratas) contra quem produz (indivíduo ou o Atlas), a obra “A
Revolta de Atlas”, da filósofa russo-americana Ayn Rand, merece saudações. Com
uma narrativa com pitadas de ficção, romance e de personagens tolos e outros
enigmáticos (“Who is John Galt?”),
tudo meticulosamente arquitetado pela genialidade da autora, o livro explora um
mundo infestado por repúblicas socialistas, capitaneadas por economias
dirigidas, por filosofias coletivistas e em prol do “bem estar social”.
Exceto
nos EUA, nas demais nações restou social e legalmente “justificado” o Estado “praticar
tudo em prol de todos”, com a mitigação total da propriedade privada e dos
interesses e direitos individuais.
Com
a intervenção estatal cada vez mais agressiva, os interesses individuais sendo
estrangulados, a burocracia e a corrupção reinando e a economia sangrando
lentamente, tornou-se cada vez mais nítido um fato: os trabalhadores, os
inovadores, os líderes empresariais e industriais, as grandes mentes das artes
e das ciências começam a desaparecer, abandonando suas criações, negócios e
nações. Resultado final? O colapso da liberdade provocou a extinção do
indivíduo, da economia e, por fim, da sociedade.
A
realidade pode ser mais intrigante que a melhor das ficções. Em um mundo pós-pandemia,
as nações e as sociedades que trilharem esses mesmos caminhos poderão colher os
mesmos frutos expostos na “A Revolta de Atlas”, de modo semelhante aos efeitos
do COVID 19: a asfixiação do indivíduo/Atlas e, consequentemente, do Mundo, de
dentro para fora.
*Produzido em 23/04/2020 e revisado entre os dias 24 a 27/04/2020.



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