A
obra “Como as gigantes caem” é de autoria do norte americano Jim Collins,
considerado um dos maiores especialistas do mundo corporativo e dos negócios e
renomado consultor de gestão de grandes empresas. Além do livro objeto desta
análise, Collins também é autor dos best-sellers - “Good to Great: Empresas
feitas para vencer” e “Vencedoras por opção”.
As
obras de Jim Collins buscam contribuir com a sustentabilidade empresarial em um
mundo em que as corporações e organizações entram, cada vez mais rápido, em
colapso causado primordialmente pelo “fator humano”. Gestão, liderança,
negócios, análise de riscos e aperfeiçoamento são características marcantes e
amplamente difundidas por Collins.
O
objetivo desta breve resenha será expor “os melhores momentos” do livro “Como
as gigantes caem”, acompanhado de modestas observações pessoais. Assim, sem
maiores delongas, o propósito da obra é de expor, com base em dados empíricos e
pesquisas científicas, os cinco estágios básicos de declínio das grandes
empresas.
Ao
destrinchar esses “sintomas” básicos ou comuns que conduzem a extinção das
corporações, Collins busca contribuir para que, em eventuais situações ou
cenários futuros, possam ser evitados ou ao menos remediados, o quanto antes
possível, impedindo o perecimento de outras empresas.
Os cinco estágios de extinção das grandes
empresas são os seguintes: “Estágio 1: O excesso de confiança proveniente do
sucesso”; “Estágio 2: A busca indisciplinada por mais”; “Estágio 3: A negação
de riscos e perigos”; “Estágio 4: A luta desesperada pela salvação” e, por fim;
“Estágio 5: A entrega à irrelevância ou à morte”. Os estágios em questão são
autoexplicativos, motivo pelo qual pouco ou nada importa destrinchá-los nesta
resenha. O importante é trabalharmos as ideias centrais expostas nesta
brilhante obra.
Ao
trazer casos pragmáticos reais de cada um desses “estágios” que, no final do
processo, conduzem a falência das empresas, a obra fornece elementos e
ferramentas concretas, tornando os leitores aptos a não apenas diagnosticarem o
início do “vírus” em seus negócios em cada um dos estágios apresentados, como
também os possíveis “antídotos”.
Obviamente
que a pretensão do autor ao produzir a obra não é de exaurir todos os cenários,
“diagnósticos” e “antídotos” possíveis, já que, em se tratando de relações interpessoais
e, entre estas, e a gestão de negócios, sempre haverá espaço para ineditismo ou
inovação destrutiva ou às avessas, se é que isso existe.
Não
obstante, a obra encontra-se devidamente fundamentada em diversos estudos,
pesquisas e dados empíricos, o que certamente poderá contribuir para que os
ensinamentos possam ser aplicados em grande parte dos eventuais acontecimentos fáticos
vindouros.
Ainda
que o leitor não exerça a gestão ou faça parte de grandes corporações, a
maioria das lições expostas na obra são extremamente aplicáveis no cotidiano de
qualquer profissional liberal ou até no funcionalismo público/burocrata (o que
dificilmente irá ocorrer em prestígio à sinceridade), empresas e organizações
de pequeno ou médio porte, principalmente em relação aos aspectos da figura do
líder em todos esses cenários.
Líder
esse tido como aquele que inspira os demais a trabalharem diariamente para
alimentar seus interesses pessoais e, também, para contribuir com a perpetuação
das organizações e das instituições ao longo das intempéries do tempo e dos
desafios naturais cotidianos.
Humildade,
trabalho em equipe, honestidade e o eterno espírito de aprendiz: essas seriam
basicamente as características marcantes do líder genuíno defendida por Jim
Collins na obra, sendo este o elemento humano plenamente apto a contribuir para
que as gigantes não venham à falência.
O
líder nato tem plena consciência que os resultados positivos da corporação são
fruto do trabalho de toda equipe. Por outro lado, o líder que acredita ser o
“iluminado” da empresa dificilmente terá a humildade necessária nas horas de
grandes desafios. E os desafios sempre existirão.
Agora,
independentemente da posição da profissão ou do cargo exercido pelo leitor,
integrante ou não de uma pequena ou grande empresa, a “pedra filosofal” que
todo sujeito deve ter em mente é o espírito que os antigos samurais eram
Mestres: “render-se jamais”, pouco importando o cenário que as adversidades se apresentam.
Somente
como esse espírito “samurai” é que os indivíduos poderão contribuir com a
perpetuação da empresa ao longo do tempo, ainda que esteja diante do 4º estágio
de extinção.
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