
É notório que o sistema
capitalista é a base da atual economia na maioria dos países ocidentais.
Este
sistema nasceu em contraposição ao sistema aristocrático, vivenciado
especialmente nos países europeus. No sistema aristocrático, as pessoas eram
diferenciadas pelo seu nascimento.
Explico
melhor.
No sistema aristocrático, se o indivíduo nasceu num família pobre,
possivelmente assim permanecia até sua morte. A estagnação social, portanto, é
uma das principais características desse sistema. Paralelamente, o cristianismo
exercia forte influenciava para a formação da coesão social àquela época.
Exemplo disso era a figura inquestionável dos dogmas da igreja e dos reis, pois
este último era visto em sua duplicidade (face mística - representante de Zeus,
ops Deus, na terra e a face física - isto é, humana). Os demais são os demais,
pois assim determinaram as Moiras (deusas gregas que tecem o fio do destino
tanto dos Deuses e quanto dos mortais).
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| "I Want You" |
Já o
capitalismo se desenrola segundo a seguinte fórmula: trabalho + mérito = $$$.
Nesse novo sistema, em contraposição ao contexto narrado acima, os indivíduos
possuem maior probabilidade de ascensão social. Obviamente que, com o passar do tempo, pequenos grupos de pessoas vai se tornando detentora dos meios de produção, o que inevitavelmente acaba concentrando muita riqueza em mãos de pouquíssimas pessoas.
Mas dentre todos os males, o sistema capitalista é o menos pior dentre os existentes. Em tese, basta
"ralar" (trabalhar etc) que o sujeito atinge seus objetivos.
Assim, no
contexto do capitalismo, ficou mais visível (surgiu, talvez?) a divisão da
sociedade em classes sociais, a mais-valia, as grandes corporações e,
especialmente, a sociedade do consumo e sua influência na ideia de
"felicidade".

Se para um indivíduo da idade média o projeto de vida e, consequente, felicidade era basicamente trabalhar para manter a subsistência de sua família e "mais temer o diabo do que adorar a deus", hoje já não é assim. Percebe-se que felicidade e o consumo se confundem ou se completam. Nesse desenrolar, para consumir coisas e, paralelamente, ser feliz, é preciso possuir capital, ou money para os internacionalizados.
Logo,
chega-se a fórmula proposta no título: Capital + Consumo = Felicidade.
Questionar "o que é felicidade" não é importante, vez que cada
individuo é seu próprio ponto de referência moral, ideológico etc.
Acredito
que o problema não seja o consumo em si. É perfeitamente razoável, por exemplo,
que o sujeito compre um produto que julgue bom (simples assim). Talvez o
problema dessa lógica esteja em justamente igualar e/ou confundir consumo e felicidade.
É
preciso imaginar o ser humano como algo mais do que um ser condicionado ao que
tem ou ao que foi pré-determinado pelo Macaco Maior (vide texto - oito bilhões
de macacos arrogantes etc publicado neste blog). Dai certamente surgirá a
verdadeira ideia de felicidade de cada um.
Referência:
Texto adaptado do original de minha autoria que foi escrito na cadeira de Direito do Consumir - 6ª AM - no ano de 2012 (2º bimestre) da Faculdade de Direito de Vitória.




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