Santo Agostinho e a origem do mal...


Muitas foram as contribuições de Santo Agostinho para a esta Humanidade, o que é impossível de ser descrito por este simples escrevente.



Para o momento, esse despretensioso texto pretende focar apenas no chamado "problema  filosófico do mal" ou a origem do mal terreno deste magnifico ser chamado Santo Agostinho.

Seus brilhantes questionamentos iniciais foram os seguintes:

"Se Deus é só amor, e tudo no mundo foi criado por Ele, da onde surgiu o mal?"
"Será que ele (o mal) realmente existe?"

Com base nesses argumentos, Santo Agostinho estabeleceu as seguintes premissas e sua conclusão inicial:

Premissa 1 - Deus criou todas as coisas; 
Premissa 2 - O mal é uma coisa;
Conclusão - Logo, Deus criou o mal.

Surgira, portanto, um grave problema para o espirito filosófico cristão de Santo Agostinho. A suposta conclusão de que Deus criou o mal simplesmente não fazia sentido.

Ora, se Deus é só amor, ele certamente não criou o mal. Isso é ilógico, mas faz o menor sentido.

Foi-se, então, estabelecido outras premissas e outras conclusões:

Premissa 1 - Todas as coisas que Deus criou são boas; 
Premissa 2 - O mal não é bom;
Conclusão - Logo, o mal não foi criado por Deus.

Premissa 1 - Deus criou todas as coisas;
Premissa 2 - Deus não criou o mal;
Conclusão - Portanto, o mal não é uma coisa.

Com base nessas ideias, Santo Agostinho, há milênio atrás, já decifrou que o mal não é uma coisa, ele  sequer não existe.

Assim foi sua resposta sobre o que é o mal: 

"O mal não possui uma natureza negativa, mas a perda do bem que recebeu o nome de 'mal'"
"Tudo que é corrompido é privado do bem"

Em outras palavras, o mal é a relativização do bem. Isso, a coisa, o bem, sim é criação de Deus.

A relativização de uma das suas criações (nessa caso, o bem) não é fruto da vontade do criador desse Universo, mas do próprio ser que eventualmente assim o desejar.


Santo Agostinho vai além, e questiona o seguinte:

Mas "Quando e por onde entrou o mal"

Resposta: "o mal é o próprio ato de escolher um bem menor".

O mal, assim, surge exatamente no momento em que o sujeito escolhe algo diverso do bem.

Mas, afinal, por onde entrou o mal para Agostinho?

"A origem do mal é o livre arbítrio"

O livre arbítrio concedido a todos os seres do cosmos garante a cada um fazer o que bem desejar seguindo suas convicções sobre a sua realidade. A criação dessa dádiva pela Deidade deve, no entanto, ser utilizada por todos seres para fazer o bem. Como dito, na sua mitigação, é que surge justamente o mal. O livre arbítrio deve ser utilizado por todos seres num vida reta para com as demais leis cósmicas.

Mas porque, então, Deus criou o livre arbítrio? Não seria melhor nunca ter existido essa dádiva? disse Evódio, o interlocutor de Agostinho no livro do "livre arbítrio de Santo Agostinho". Assim o mal nunca não teria existido no homem através do livre arbítrio.

Santo Agostinho contra argumenta dizendo que, ainda que o livre arbítrio seja utilizado para o mal, o próprio livre arbítrio é um bem Maior do que qualquer outro criado pela Deidade.

Nessa linha de raciocínio, chega-se a simples conclusão de que não existe o inferno e muito menos diabo, satanás etc. Deus não poderia criar essas coisas.

Lúcifer e seus companheiros são apenas seres, nossos irmãos, que optaram por utilizar o seu bem Maior (livre arbítrio) da maneira que bem desejaram, desvirtuando-se do bem, o que desencadeou a aquilo que todos nós conhecemos aqui na Terra como a rebelião luciferiana.

Esses peculiares seres não são monstros e não vivem no inferno. Repita-se, são apenas irmãos que desvirtuaram-se, utilizando-se do livre arbítrio para fazerem o mal.

Leitor, nesse particular, sugiro não fazermos qualquer tipo de juízo de valor sobre a atitude rebelde de Lúcifer e de seus companheiros eis que, pelo que tem sido dito pelos amigos espirituais a essa humanidade principalmente nesses últimos/recentes anos, todos os seres que atualmente habitam o orbe terrestre, de alguma ou outra forma em algum ou outro momento, já realizaram atitudes não tão dignas de louvor. Por isso, continuamos vivendo aqui no caos orquestrado na Terra.

Isso tudo ocorreu e continua a acontecer porque, acima de Santo Agostinho, acima do mal, acima deste modesto escritor e do eventual leitor desde mero texto, e até mesmo acima do Mestre Jesus e de Javé, existe a Lei Universal da Causa e do Efeito, o que implica na atração das suas atitudes para si...



Comentários